quarta-feira, 1 de abril de 2015

Um Segundo

Abri a janela
vi la longe o sol se pôr
me senti numa cela
em meio a aquarela sem cor

Pratos limpos não há mais
e a razão perdeu a vez
agora o certo tanto faz
também perdeu-se a sensatez

Mentes aprisionadas
sonhos roubados de nós
pé no chão em plena a estrada
vão calando a nossa voz
Um segundo é quase nada
mas que pode decidir
um percurso, uma jornada
ou simplesmente existir

          Daiana Martins

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